A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 07/02/2018

Ao longo do desenvolvimento humano e social, diversos mecanismos - dentre eles o Poder Judiciário - foram criados afim de manter a harmonia civil. Entretanto, a falha na atuação de tal ferramenta coercitiva induz a sociedade a um instinto natural de defesa, a justiça com as próprias mãos. Tal ato é corroborado tanto pela pouca presença do Estado, quanto a escassez de educação coletiva referente a atos criminosos.

É indubitável, que a insuficiência de politicas públicas acabe por proporcionar o aumento de indivíduos a margem da lei. Logo, os altos índices de violência são reflexo de todo um contexto histórico como a falta de investimentos em saúde, lazer e educação geram uma distribuição de renda desigual. Segundo Hobbes, o indivíduo acima de tudo luta por sua sobrevivência. Dessa forma, o cidadão por desacreditar nos meios legais de combate, tende a se proteger com os métodos ao seu alcance.

Adicionado a isso, a ausência de instrução pedagógica influencia diretamente para a prática de retaliação á crimes com as próprias mãos. De acordo Paulo Freire, educador do século XX, a educação é base fundamental na compreensão do mundo. Nesse sentido, a falta de debates, palestras e publicidades educativas desenvolve seres com baixo senso crítico que ao se deparar com situações como linchamento não sabem tendem a praticar os mesmo atos coletivos.

Entende-se, por fim, que é necessário uma reformulação legislativa e educacional para se erradicar a justiça com as próprias mãos. A Câmara dos Deputados, através de estudos e pesquisas aplicar o dinheiro público de forma mais objetiva, abrindo mais vagas em universidades e escolas proporcionando acesso mais democrático a todos. Juntamente, por meio da Mídia e ONG’s, através de palestras, filmes educativos e campanhas publicitárias, orientar e educar os cidadãos a como reagir em certos tipos de situações violentas. Sendo assim, se dará progresso a uma sociedade mais saudável.