A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 05/02/2018

É indiscutível que a justiça busca manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal, sobre ótica do que é justo e correto, entretanto, uma parte da população brasileira não vê esse conceito posto em prática. Desse modo, percebe-se que a prática da justiça com as próprias mãos tornou-se recorrente, em virtude de diversos fatores, dentre eles a indignação populacional com determinados delitos e a insatisfação com a Segurança Pública. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados como a Segurança Pública prestada ao cidadão e o incentivo a pratica da justiça com as próprias mãos.

Em primeira análise, cabe pontuar que a Segurança Pública é um direito resguardado pela constituição, promovendo ações de prevenção à violência, contudo, ela tem sido falha em diversas cidades/municípios. Comprova-se isso por meio de equipamentos públicos ultrapassados e falhos e a má gestão dos recursos oferecidos aos grupos de policiamento. Dessa forma, vê-se que os Governos Estaduais e Municipais necessitam rever seus investimentos ofertados a essas áreas.

Ademais, convém frisar que a justiça com as próprias mãos é compreendida como uma forma de indignação às crises de segurança e as transgressões cometidas por criminosos. Uma prova disso está nos atrasos aos casos criminais, a falta de policiamento local, demora nos julgamentos e penas brandas aos criminosos, com isso, os próprios cidadãos se veem indefesos e buscam meios de combate. Porém o uso da justiça social pode acarretar em incentivo à violência mútua contra esses casos. Diante disso, percebe-se que a gestão municipal faz necessário programar ações para melhorar a segurança da cidade, compreendendo como funciona a dinâmica da criminalidade.

Medidas, portanto, são necessárias para atenuar ou até mesmo eliminar a problemática. É imprescindível que um plano de segurança seja elaborado pelos gestores de defesa, com intuito de prevenir o crime e reduzir o sentimento de insegurança dos seus cidadãos. Além disso, é essencial que a gestão revise seus investimentos aos equipamentos fornecidos as unidades de patrulhamento, as instalações de câmeras de segurança e a iluminação pública, visando o bem estar da população. Cabe frisar que a sociedade também pode participar indo aos conselhos comunitários de segurança, ao fórum municipal, a reuniões com os líderes do bairro, expondo as necessidades que o seu local precisa. Logo poder-se-á afirmar que a pátria educadora oferece mecanismos exitosos para o combate a criminalidade e a redução nos casos de justiça com as próprias mãos.