A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 11/02/2018

A prática de justiça com as próprias mãos, é um problema atual no contexto social brasileiro, para solução deste é imprescindível a real compreensão do pacto social.

Segundo os contratualistas, se faz necessário que coloquemos nossa liberdade primitiva sob direção do estado, para vontade geral. Em suma, é uma troca, mantemos o estado e ele nos mantém. Vez por outra ocorre-se a quebra desse contrato por parte do estado, o que pode parecer bom pretexto para desvio de caráter de pessoas comuns, que por não se sentirem amparadas pelo Estado, decidem agir de forma criminosa, tornando-se justiceiros.

Somada a essa questão, afirma a revista Exame, que os processos judiciais no Brasil, levam em média 4 anos e 4 meses para serem julgados e essa morosidade deixa muitas vítimas tentadas a cometer um crime em vingança ao que sofrera.

Para pessoas de pouco conhecimento pode até parecer que o melhor é regressarmos a liberdade primitiva e assim permanecermos. Entretanto, ao acompanharmos Hobbes em sua obra “O leviatã”, percebemos que o homem é mau por natureza e somente o Estado pode manter   a mínima ordem ao caos.

Em face das razões apresentadas, cabe ao Estado contratar, por meio de concursos públicos, mais servidores nas áreas decisivas da justiça, tornando o judiciário mais ágil. Paralelo a isso, o Estado deve investir em publicidades nas mídias de grande veiculação no pais, promovendo conhecimento de moral, ética e os papeis de cada indivíduos inserido no contrato social. Afinal, “justiça e bem, são idéias fixas, e aquele que sabe o bem, faz o bem.” somente assim, o brasileiro terá a real compreensão do pacto social e porá fim a prática de justiça com as próprias mãos.