A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 06/02/2018

A justiça com as próprias mãos não é nada justa

O homem que não confia nas punições do Estado para determinados crimes, tende a fazer justiça com as próprias mãos. Sendo isto, se tornado frequente nos últimos anos, cerca de uma tentativa de linchamento por dia, segundo o sociólogo José de Souza Martins. Apesar dos linchamentos serem mais comuns, não é a única forma, existem ainda as pessoas que buscam pelo infrator sem auxílio da polícia buscando vingança.

A ausência do Estado não justifica a realização de tais atos, visto que, perante a lei todos os brasileiros são iguais, ou seja, possuem o mesmo direito de serem julgados e condenados, se for o caso. Os linchamentos ocorrem ao se presenciar um crime e por achar que a polícia não resolverá o problema, uma pessoa inicia a tortura, dando socos e chutes, e outras pessoas veem tal ato e simpatizam com a causa, mesmo sem saber se é realmente verdade.

Em junho de 2017, houve um caso de conhecimento público onde um jovem teve sua testa tatuada a força por ser acusado de roubar uma bicicleta de um deficiente físico. A frase dizia ‘‘Eu sou ladrão e vacilão’’, houve uma gravação do momento da tortura e o vídeo foi publicado nas redes sociais, onde os usuários apoiavam o ato humilhante para o jovem. Quem tentou ajudá-lo com a remoção da tatuagem também sofreu o ‘’linchamento virtual’’, sendo inclusive ameaçado.

Portanto, a população que é adepta a tentar resolver o problema com os próprios punhos, deve buscar uma melhoria na aplicação das leis. Buscando se envolver mais com as instituições para saber porque não funcionam e participar dos júris populares. O linchamento não é considerado um crime, algo que deve ser alterado, os vereadores podem apresentar um projeto de lei onde haja punição para aqueles que querem vingar-se agressivamente.