A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 10/02/2018
No Brasil, cada vez mais surgem casos envolvendo o cometimento da prática da justiça pelas próprias mãos. Isso se evidencia pelo sentimento, cada vez maior, de impunidade aos transgressores e pela proliferação de discursos de ódio.
O que mais comumente se vê são crimes cometidos sem que se tenha o caso desvendado. Outrossim, em muitas outras situações, embora haja o deslinde dos fatos, o responsável deixa de ser devidamente punido. Isso tudo acaba gerando um sentimento de impunidade que dá lugar a intentos de autotutela.
Este desejo pelo exercício arbitrário das próprias razões - autotutela - parece ser inerente ao indivíduo. Todavia, o povo brasileiro vive um momento em que este desejo acaba por ser intensificado por uma onda de ódio, que vai à contramão do que é viver em sociedade. O que mais se vê é a incitação à violência aliada à falta de empatia com o próximo.
Ante o exposto, é possível afirmar que a contenção desta prática tão antissocial que é a de se fazer justiça pelas próprias mãos ocorrerá, no Brasil, somente quando o Estado garantir a punibilidade aos transgressores, passando, assim, confiança no sistema legal ao povo, para que este possa abandonar os discursos de ódio e dar lugar à empatia.