A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 10/02/2018
julgamentos da sociedade
É inegável que desde os primórdios da humanidade, o ser humano busca desenvolver seu senso crítico e social perante sua comunidade.Desse modo,faz-se necessária uma reavaliação sobre práticas de justiça com as próprias mãos no Brasil devido ao aumento de casos de atos violentos e julgamentos morais pela própria população.
Dessa maneira,de acordo com a obra politica leviatã,do filosofo Thomas Hobbes,que aborda como tema central a organização social e o Estado natural do homem que busca satisfazer suas necessidades e vontades através do domínio sobre o outro.Atualmente,relatos diários sobre o uso de praticas violentas e linchamentos estão sendo noticiados nas mídias e comentados por parte da população que desacredita nos meios oficias de resolver atos ilegais no país.Seja, pela demora no processo judicial ou no conhecido sistema corrupto que abrange varias camadas da lei no Brasil.
Nesse contexto, segundo o filosofo Aristóteles:“A base da sociedade é a justiça; o julgamento constitui a ordem da sociedade:ora o julgamento é a aplicação da justiça”. Percebe-se que em muitos casos de roubo,abuso ou morte a pratica da justiça pelas próprias mãos é acompanhada pelo sentimento de vingança e raiva em relação ao julgamento da pessoa culpada.logo, o ato de justiça se transforma em um ato social que é movido pelas emoções de quem julga e não pela razão e verdade do acontecimento em si na sociedade.
Portanto, de acordo com os fatos cabe ao Estado maior fiscalização e punição em casos de julgamentos populares que resultem em danos físicos e morais ao ser humano julgado.Como também, auxiliar e oferecer recursos para as vítimas afetadas por atos de violência popular. Além disso, o Estado deve problematizar o uso de linchamentos utilizando o código penal para punir esse tipo de agressão, deixando claro para a população que esse tipo de recurso não é um ato aceitável na sociedade e não uma reação esperada diante de um crime.