A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 10/02/2018

Isso é contra a lei

O cenário atual brasileiro vem sendo marcado por uma forte onda de violência. Nesse contexto, muitas pessoas optam por fazer sua própria justiça para resolver a situação, mas o efeito não é positivo. Essa atitude nos remete à duas causas básicas, deficiência nos serviços públicos de segurança e desconhecimento do ordenamento jurídico do país.

Já faz tempo que boa parte da população reclama dos serviços prestados pelo Estado, os quais não cumprem com suas obrigações. Prova disso é a segurança pública, a qual não passa confiança, estando desgastado e fragilizado. Resultado, são indivíduos que resolvem tomar as régias da situação, e aplicar seu próprio julgamento a um infrator.

Além disso, há de se ressaltar que justiça com as próprias mãos vai contra a constituição, e quem a comete deve ser penalizado como prescrito em lei. O problema é que as pessoas, por não conhecerem o código de leis do Brasil, confundem tal prática com legítima defesa, que por sua vez, é legal.

Com isso percebe-se dois agravantes ao problema apresentado, mas que com boas atitude podem ser recuperados. Uma das ações é o maior investimento por parte do Estado nos serviços públicos, tais como a segurança. Essa iniciativa permite a população sentir-se mais confiante e não precisando mais ser responsável por se defender sozinha. Outra questão, recai sobre a educação, onde escolas juntamente com seus professores e alunos, tragam em pauta discussões no âmbito do direito, reafirmando o que é responsável ao indivíduos e o que é do governo. Assim formaram-se cidadãos com conhecimentos básicos e necessários, sabendo o que cabe ou não ser feito a partir da lei.