A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 08/02/2018
Mão suja
No limiar do século XXI a ação de justiceiros é um problema que o Brasil foi convidado a administrar e combater. O aumento no número de violência cresce a cada ano, o que, ironicamente, nos faz pensar a contradição do ser humano de querer realizar atos com suas próprias mãos, e ao mesmo tempo ser contra a violência.
A justiça com as próprias mãos é algo que nos remete aos primórdios da humanidade, uma vez que a sociedade se baseava na Lei de Talião, cujo lema era ‘‘olho por olho e dente por dente’’, e desde já, nos mostra o perigo dessas ações. Por esse motivo, o governo deveria notar que os justiceiros só agem dessa forma por causa da omissão dessa instituição ao longo dos anos.
Soma-se a isso o fato de que esse tipo de justiça constitui um crime, uma vez que estará infringindo o artigo 345 do Código Penal Brasileiro, em que não se pode agir com as próprias mãos, mesmo que seja por legítima defesa. Com isso, espera-se que a justiça seja mais eficaz, e consequentemente a grande quantidade de justiceiros diminua.
Em suma, a decorrência da ação de justiceiros é consequência da ausência do governo, o qual deveria ser mais rígido na imposição de leis, não tolerando assim, nenhum tipo de brecha. Além disso, a mídia, como formadora de opinião, deveria criar propagandas de cunho educativo, mostrando o que devemos fazer para combater a violência de forma não violenta.