A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 11/02/2018

Crimes. Justiceiros. Violências. Mortes. Essa sequência faz parte do cotidiano dos brasileiros e das capas de jornais do país. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática ocorre, principalmente, devido às questões ideológicas e sociais, o que precisa de intervenções.

Primeiramente, vale ressaltar a ideologia de que “Bandido Bom é Bandido Morto”, conhecida popularmente, corrobora com a problemática em questão. O quadro aponta consequências graves na medida em que a quebra da civilidade é banalizada e, ao mesmo tempo, é amparada por figuras públicas, como é o caso do Jair Bolsonaro, político que fere, recorrentemente, os princípios da dignidade humana ao disseminar essa ideologia como medida para acabar com a violência no Brasil. Porém, combater à violência, cometendo mais crimes não é a solução que se impõe e é inconstitucional já que, por lei essa ação não é permitida.

Outrossim, é impossível abordar a temática da prática da justiça com as próprias mãos sem mencionar a falta de consciência da população. Um exemplo que ilustra essa problemática foi o caso amplamente divulgado pela mídia do linchamento de uma mulher no Guarujá, SP, em 2014, feita por “Justiceiros”, ao tomarem conhecimento de um boato de que ela era sequestradora de crianças o que, no entanto, era falso. Esse caso emblemático demonstra as falhas em amplo espectro no senso crítico dos cidadãos, uma vez que, é dever das autoridades julgar e condenar os cidadãos pelos seus delitos.

Fica clara, pois, a urgência em coibir essa preocupante realidade. Para isso, páginas na internet como a “Quebrando o Tabu”, que se impõe conscientemente, pode amenizar o dilema por meio de “Posts” nas redes sociais a fim de desmitificar ideologias enraizadas. Ademais, o MEC, deve implementar um projeto de divulgação dos direitos humanos, por intermédio de palestras feitas com os profissionais da esfera judicial para desenvolver a consciência e esclarecer sobre os males de fazer justiça com as próprias mãos, já no ensino básico. Assim, a ideologia de que ”Bandido Bom é Bandido Morto” poderá ser desconstruída no país.