A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 08/02/2018

Uma questão que constantemente assombra o contexto brasileiro, se da pelo alto índice de criminalidade, presente, acima de tudo, nas grandes capitais do país. Entretanto, o problema se agrava ainda mais quando se trata de justiça, pois, uma nação composta por falhas no sistema executivo e judiciário, da margem para que a própria sociedade, equivocadamente, pratique a justiça com suas próprias mãos, dando continuidade a um ciclo violento. Dessa forma, um cenário protagonizado pelo sentimento de vingança, deve ser drasticamente alvo de mudanças.

Evidentemente, a falta de um sistema capaz de implantar a eficácia em uma lei brasileira, é o mesmo incapaz de aplicar a devida sentença para aqueles que não a cumprirem. E a incerteza da impunidade frente aos criminosos, é o que motiva a sociedade a querer assumir o papel do Estado. Assim, no país onde o delinquente, quando condenado, é de forma punitiva e não educativa, faz com que a sociedade, em busca de vingança, haja da mesma forma. Dessa maneira, as pessoas caracterizam o individuo apenas por seu ato e justificam os erros do mesmo  para usarem, indevidamente, a violência contra ele.

Entretanto, um erro não deve ser “solucionado” com outro, assim como a violência não deve ser aderida como sinônimo de Justiça. Afinal, tratar a criminalidade da mesma forma que ela age, não é o caminho para resolver essa questão, pois, se cometer um assalto é um crime, reagir com violência também é. Além disso, o brasil é redigido por equipes, cada uma tem o seu papel para contribuir com o país e ajudar a manter a ordem social, a falha de uma delas não é motivo para que outra assuma sua função sem o devido preparo para isso.

A partir disso, fica claro que para mudar o contexto brasileiro frente à prática da justiça com as próprias mãos, é necessário que as falhas que constituem os sistemas executivo e judiciário, sejam corrigidas pelo Estado. Dessa modo, um sistema capaz de garantir a implantação de sentenças aos criminosos, junto com campanhas financiadas pelo governo em parceria com a mídia, voltadas para princípios humanitários, farão com que as pessoas deixem de fazer justiça sozinhos, uma vez que esse trabalho já estará sendo feito e de maneira correta, servindo como exemplos à sociedade de que a vingança não é necessária para que a justiça seja feita.