A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 07/02/2018
A PRÁTICA DA JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS
A violência urbana é um fator que tem afetado diretamente os direitos dos cidadãos brasileiros. Com a elevação dos índices de roubo e a ausência do estado em meio as comunidades, os moradores tem se revoltado contra os assaltantes, tomando um papel de ‘‘justiceiros’.
Entre diferentes ações que expressa essa justiça, esta é a principal: os decorrentes casos desse tipo de violência surgem eventualmente após tentativas de furto, tornando-se os próprios assaltantes vítimas também de uma violência, podendo causar até mesmo suas mortes.
O que a população não entende é o fato de que a violência gera violência, piorando cada vez mais a situação. No momento em que eu violento alguém na forma de vingança com minhas próprias mãos eu também estou me submetendo a ser um criminoso. O artigo 345 do código penal afirma que é crime fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei permitir. Podendo causar uma detenção de 15 dias a um mês ou até mesmo uma multa, além da pena correspondente a violência.
Contudo, para evitar situações de criminalidade como essa, é necessário que haja uma ação da comunidade e do estado. A comunidade deve se reunir em busca do propósito de buscar segurança para o seu lugar nas instituições governamentais, os órgãos públicos devem dar total apoio á comunidade juntamente com o estado, que deve permanecer presente, implantando postos policiais nessas localidades com altos níveis de criminalidade e que são desprovidos de assistência policial. As mídias sociais também devem trabalhar juntas nesta causa, mostrando para os cidadãos que as ações que os mesmos tomam são consideradas crimes e podem gerar consequências. Assim, o estado e a comunidade trabalharão juntos para um progresso social.