A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 11/02/2018
O poder judiciário surgiu como sistema de controle dos conflitos em gerais que afetam a sociedade, em especial os crimes, que é contido por meio de leis. Ainda assim, há brechas que permitem a ocorrência das transgressões, seja pela insuficiência de leis, seja pelo cumprimento das condenações que não é relativo aquele delito. Com isso, surge a comunidade buscando a consumação da justiça através das “próprias mãos”, ou seja, empregando a violência física contra os criminosos levando - os a morte ou lesões.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. À vista disso, é possível perceber ,no Brasil, a fraca eficácia das leis judiciárias devido a ausência da prática de regulamentação, haja vista que, o Estado não consegue resolver todas as adversidades da população e punir os criminosos de maneira justa.
Nesse contexto, evidencia - se no momento uma “justiça” realizada diretamente pelo povo, tal fato, é marcado por intensa violência, uma vez que, os individuos usam metódos agressivos e sem princípios para condenarem os delinquentes, pensando em solucionar os conflitos. Entretanto, ao contrário do que se pensa, isso significa colaborar com a insistência da violência e fortalecer comportamentos agressivos que tendem serem adotados por outras pessoas como um ato válido, agravando ainda mais o problema.
Sendo assim, é indispensável que o Governo Federal elabore um plano de implementação de novas delegacias em áreas que mais necessitem, além de aplicar campanhas de abrangência nacional como forma de combater essas práticas e estimular à denúncia de grupos que querem fazer justiça por conta própria.