A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 11/02/2018

“Deitado eternamente em berço esplendido” e outras partes do Hino Nacional exaltam a beleza da terra brasileira. No entanto, o cenário da injustiça no país torna-se evidente seja pela falha do Governo em aplicar uma Lei que beneficie a todos ou seja pela população começar a aplicar a justiça com as próprias mãos.

Primeiramente, o Poder Público demonstra falhas ao tentar produzir justiça. Para Armand Richelieu, político francês, a lei que não é aplicada com excelência, sem perdas ou desperdícios é autorizar o oposto dela. Nessa perspectiva, a legislação brasileira não é efetivada, uma vez que ela assegura o direito à segurança através do Estado, que não consegue manter políticas públicas concretas contra o problema. Prova disso é crescente número de linchamentos cometidos pela população que está exausta das falhas nas Leis.

Ademais, conceito fundamentado no preconceito é um fator preponderante para o problema. Para Pío Barojá, escritor espanhol, o preconceito faz crescer dificuldades onde não há. Pensamento que se alinha à vida social, visto que a população deveria garantir que os erros humanos fossem devidamente corrigidos. Essa falta de empatia é nítida na ideia de que “Bandido bom é bandido morto”, sendo que muitos não conseguem aceitar que o meio em que muitos criminosos crescem é um local que impede que a criança tenha um bom desenvolvimento, o que acarreta em muitos irem para o mundo do crime.

Infere-se, portanto, que a questão da justiça com as próprias mãos pode ser solucionada. Para isso, o Poder Legislativo e o Judiciário devem fazer com que as leis sejam criadas e aplicadas para beneficiar a sociedade. Um meio para a mudança são novas emendas constitucionais que obriguem criminosos na cadeia estudem para aprender a viver em sociedade através de aulas de nível fundamental, médio e técnico em conjunto com terapias psicológicas para ensiná-los o valor da vida em sociedade. Assim, a população vai presenciar uma mudança nas Leis do país.