A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 09/02/2018
Durante os anos de escravidão no Brasil, a violência se manisfestou de forma legitima. Eram comuns as mortes e as mais cruéis formas de tortura para com os escravos. Séculos pós-abolição, percebe-se que ela ainda é constitutiva na história do país e que há uma grande lacuna nos poderes públicos para solucionar o problema. Sendo assim, o cidadão muitas vezes acaba por naturalizar o ato de se fazer justiça com as próprias mão.
Segundo Jean Paul Sartre, a violência, seja ela qual for a maneira como ela se manisfesta, é sempre uma derrota. Portanto, mesmo diante do descaso dos governos com relação a segurança pública, não é cabível ao individuo tratar de aspectos referentes ao estado, pois é dever do mesmo garantir o lazer e o bem estar social.
Contudo, isso não ocorre de maneira significativa no País, já que são frequentes os crimes contra a vida, os linchamentos e as chacinas. Nessas circunstâncias os “justiceiros” acabam por agir por conta própria, no combate ao Crime. Substituindo o estado nessa tarefa essencial para o bom funcionamento da sociedade, o que acaba gerando cada vez mais Agressões e mortes.
levando - se em consideração os fatos mencionados, fica evidente que medidas são necessárias para a resolução do impasse. O governo deverá
cumprir sua atribuição de manter todos seguros e propiciar o desenvolvimento individual e coletivo. Bem como se utilizar dos veículos midiáticos, visando promover uma sensibilização popular, no que concerne a substituição do estado na justiça e mostrar que isso só acarreta mais selvageria. Ademais, ampliar as leis que prevêem punições para os que assim o fazem .