A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 08/02/2018
O homem está condenado à decadência!
“Todo homem toma os limites do seu próprio campo de visão como os limites do mundo”. A frase do filósofo Arthur Schopenhauer deixa nítida que a visão limitada e egocêntrica do homem, de certo modo, acaba gerando negação quando o mesmo se depara com situações que infringem as suas próprias concepções. Seriam os “justiceiros”, parte dessa sociedade limitada ao “EU”? Em princípio, se faz necessária uma analise ao percurso anteriormente traçado por nossos antepassados. Logo, desde primórdios, a violência tem feito parte constante na vida do ser humano, como por exemplo, na época dos homens das cavernas ela foi de grande vantagem para a evolução. Ademais, as maiores conquistas se deram por meio de guerras, tal como, a Independência do Brasil no ano de 1822. Contudo, no contexto histórico, pode-se concluir que a ideia de fazer “justiça” está integrada a sociedade desde a origem do homem na Terra. Mas será que essa punição aplicada pelos próprios indivíduos a outros é a solução para a redução dos crimes? Em contrate com o Código Penal Brasileiro, os cidadãos que tentam reduzir a criminalidade com as próprias mãos, não passam de criminosos. Uma vez que, no art.129 do C.P., está tipificado o crime de lesão corporal, que vai desde leve até gravíssima e, em alguns casos, podendo acarretar em morte. Haja vista que, a violência só gera violência, torna-se necessário, portanto, maiores intervenções do governo, principalmente, por meio do Ministério da Defesa e pelo MEC, promoverem, consecutivamente, maiores politicas de defesa à segurança do pais, assim como, maior conscientização dentro das escolas, uma vez que, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, segundo Kant. Compete também, a sociedade civil o papel de buscar vertentes que não seja a agressão para poder solucionar os problemas que surgem dentro da comunidade, bem como, pressionar o Legislativo para que ele cumpra com o seu papel dentro da sociedade, já que compete a nós cidadãos, exercer os nossos diretos.