A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 08/02/2018

“olho por olho, dente por dente”

A palavra justiça tem significado importante em uma sociedade democrática, logo, deve ser garantida a todo momento pelo poder público. Porém, no Brasil, a realidade carece do termo justiça por parte do Estado devido a má aplicação das suas leis em decorrência do alto número de praticas delituosas, transgredindo ao quadro oposto cujo termo denomina injustiça.

Na idade antiga, a lei do Talião, vulgo “olho por olho, dente por dente”, reflete a real situação na sociedade contemporânea após séculos. A ideia de fazer justiça com as próprias mãos se expande cada vez mais devido a carência do Estado em garantir a segurança e o devido cumprimento das leis previstos na constituição, dessa forma, um boa parte dos cidadãos se vê no papel de garantir a lei e a ordem por meio da agressão física e verbal contra o infrator. Com isso, o cidadão passa a ser um criminoso ao tentar impor a punição ao descumprimento da lei, agravando ainda mais a situação no qual o país vive.

A questão de justiça é de certa forma bastante complexa, pois, um pai ao ver o seu próprio filho ser morto por criminosos e ao mesmo tempo saber que após alguns anos, dependendo do comportamento do acusado, o criminoso terá a sua liberdade concedida, causa revolta e um sentimento de vingança pela sua perda. Vale ressaltar que a atual legislação é em certos casos branda em punir os acusados.

Portanto, o problema é gerado pelo Estado que não garante a segurança e a justiça para todos cidadãos. Dessa mareira, o poder executivo deve garantir a integridade do indivíduo aumentando o poder da polícia militar, civil na execução das leis, como também, o poder judiciário aumentar o número de atendimentos ao cidadãos em relação aos crimes e adiantar os processos que transitam pelas pratilheiras dos fóruns estaduais e federais do país, com isso, o sentimento de justiça feita fará perecer a ideia de justiça com as próprias mãos.