A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 09/02/2018

Em uma sociedade onde a cultura do ódio é cada vez mais presente, o número de casos da prática de justiça com as próprias mãos cresce de forma alarmante e isso se dá não só por conta da falta de consciência social, mas também por uma insatisfação da população com o serviço público.

Os criminosos que usam este tipo de tortura para fazer valer a justiça, de uma forma totalmente contraditória, não conseguem perceber o dano causado para a sociedade a longa prazo, ou seja, são indivíduos que, em geral, não tiveram a oportunidade de formar uma consciência social e portanto não buscam nem a reintegração da vítima e tão pouco se preocupam em zelar seu bem estar enquanto ser humano.

Junto a isso a incompetência do Estado em fornecer segurança pública qualidade agrava a situação e, para alguns, justifica o crime. A falta de condições no ambiente de trabalho e a precarização dos salários dos agentes de segurança é uma das principais causas desta defasagem. O estado do Rio Grande do Norte, por exemplo, além de ter enfrentado uma série de dificuldades em seu sistema penitenciário, se deparou com uma crise financeira fazendo com que setores como o da policia militar ficassem, na prática, inoperantes.

Sendo assim, é preciso que este assunto seja abordado nas escolas como conteúdo programático de disciplinas como sociologia e filosofia e também que o governo em parceria com emissoras de televisão e rádio façam campanhas educativas mostrando que o dever de fazer justiça é competência do Estado e tirar o direito julgamento ou torturar alguém é caracterizado como crime segundo nossa constituição.