A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 09/02/2018

É incontestável que a prática da justiça com as próprias mãos é algo extremamente prejudicial para a dinâmica social, visto que ao invés de combater a violência, motivação de grande parte das pessoas que cometem esse crime, promove esses atos de agressão.

São muitos os motivos que levam as pessoas a procura de justiça sem o auxílio dos órgãos responsáveis pelas aplicações das leis. A falência dessas instituições, a ausência do Estado no cumprimento e no exercício a lei, a banalização de atos agressivos e as penalidades irrisórias para quem comete esse tipo de crime justificam o aumento do número de ondas de ódio popular no Brasil.

Entretanto, o aumento dessa prática no país não significa que a violência será erradicada. O número de estupros, assaltos, sequestros continua a se elevar sobremaneira, fato que confirma que a aplicação da Lei de Talião, cujo lema é “olho por olho, dente por dente”, utilizada na Antiguidade na região da Mesopotâmia, é ultrapassada e ineficiente por não cessar o problema e sim, intensificá-lo.

Dessa maneira, fica evidente a urgência na adoção de medidas que revertam o quadro apresentado. Uma boa opção que poria fim ao descaso do Estado para com a violência vivida no Brasil seria o incremento do pessoal que trabalha com as investigações dos crimes, que, hodiernamente, é insuficiente para atender a demanda, bem como o fornecimento dos equipamentos necessários para a realização de seu trabalho. Para que essa proposta seja cumprida de forma efetiva pela Secretaria de Segurança Pública, seria interessante o redirecionamento das verbas arrecadadas pela Receita Federal, aumentando os investimentos na área de segurança. Outra medida, tão importante quanto,  seria tornar as punições mais rigorosas sobre quem comete tais atrocidades e a realização de projetos de educação social dentro do ambiente escolar, organizados pelo Ministério da Educação, que visassem a conscientização das crianças sobre os ricos e as desvantagens de se fazer justiça com as próprias mãos, para que assim, no futuro, elas não se submetam a tal prática por ignorância  e enfim a harmônia na sociedade brasileira seja alcançada.