A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 11/02/2018
Hoje, a segurança pública brasileira passa por sérios problemas. Diante disso, a população, cansada de sofrer com a insegurança que os assola diariamente, opta por fazer a sua própria justiça, usando a violência física como principal “arma” para atingir o seu propósito. Essa situação é grave, pois tal atitude, o “fazer justiça com as próprias mãos” não resolve a problemática da segurança pública, ao contrário, só piora a situação.
De fato, a segurança pública do Brasil está lastimável. Segundo o mapa da violência do IBGE do ano de 2016, o mais recente, mostra que o Brasil bateu recorde no número de homicídios, ultrapassando a marca de 59,9 mil mortes violentas. Esses dados mostram a ineficácia da segurança pública brasileira frente a criminalidade que parece predominar em todo o País. Face ao exposto, a população se sente acanhada, desprotegida e esperando quem será a próxima vítima da violência.
Nesse contexto, surgem os “justiceiros”, cidadãos comuns que querem fazer “justiça” a seu modo, utilizando violência e até métodos de tortura para penalizar àqueles que, para eles, mereçam tal punição. O caso mais notório dessa violência foi o caso de Fabiane Maria de Jesus, que morreu após um linchamento depois de ser confundida com uma sequestradora de crianças devido à um boato que se espalhou via Facebook. Tal fato mostra como o “fazer justiça com as próprias mãos” pode não fazer justiça, visto que nem todos os penalizados por esses justiceiros são culpados.
Diante disso, faz-se necessário a conscientização da população quanto à definição de justiça, através de palestras educacionais promovidas por escolas ou por empresas privadas com o intuito de ensinar como se deve ser aplicada a justiça. Além disso, a população, já conscientizada, deve cobrar do Sistema Judiciário e dos órgãos responsáveis pela segurança pública, por meio de protestos e manifestações, ações e medidas mais eficazes contra a violência urbana que atormenta a população brasileira, com o intuito de trazer segurança para a sociedade.