A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 10/02/2018

Justiça Desamparada

Desde os primórdios da humanidade, há a vontade de castigar o próximo por seus maus atos. No Brasil, atualmente, percebe-se que, mesmo com a inserção dos direitos humanos nos valores das sociedades atuais, há resquícios dessa natureza.

Ao serem analisadas as situações em que civis tentam punir, com suas próprias mãos, outros, esses considerados criminosos, são observadas certas particularidades. A maior parte das situações ocorre em regiões vulneráveis, sem a presença do Estado e, consequentemente, sem a devida oferta de segurança. Destarte, a população dessas regiões passa a desacreditar no sistema judiciário brasileiro.

Outro importante fator contribuinte para a situação é a mentalidade dessa parcela da sociedade. A justiça com as próprias mãos é considerada, por muitos, algo aceitável. Além disso, a vontade de que a justiça seja feita, manifestada intensamente, pode ser facilmente confundida com o sentimento de vingança e, por conseguinte, tomar proporções radicais.

Segundo o filósofo Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Tomando esse pensamento como princípio, para que tal situação seja controlada, deve-se investir em grandes campanhas midiáticas, com o intuito de conscientizar a população. Outrossim, o Estado deve investir no fortalecimento de suas instituições de segurança, para que, no futuro, a população desassistida não se sinta pressionada a aplicar penas com suas próprias mãos.