A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 11/02/2018
A prática da justiça com as próprias mãos é observada desde a Idade Antiguidade - século XVIII a.C - onde as leis eram aplicadas através da violência física. No Brasil, essa prática tem sido frequente devido ao alto índice de violência: consequência dos diversos problemas sociais. Percebe-se que a recorrência de delitos agressivos, como também a ineficiência do Estado em julgar processos, geram revolta popular.
Diante dos vários casos de violência e crimes que não foram penalizados corretamente, a população sente-se revoltada. Essa situação faz de alguns cidadãos falsos justiceiros, pois usam da violência para resolver situações cabíveis ao Estado. Para completar Thomas Hobbies afirma que: “O home é lobo do próprio homem”. Nesse contexto, a violência é reforçada, naturalizada e passa a admitir caráter cíclico.
Ademais, frente aos inúmeros casos a serem julgados, o Estado torna-se sobrecarregado e saturado. Isso, consequentemente, gera na população o sentimento de ausência na proteção e na justiça por parte dos órgãos responsáveis. Essa carência, portando, fortalece os casos de violência com as próprias mãos, pois a pulação passa a exercer a função do Estado.
A prática da justiça com as próprias mãos associada aos casos de violência devem sofrer intervenção. Torna-se clara a necessidade de apresentação mais detalhada e abrangente, nas escolas e instituições de ensinos, de autores que abordem aspectos e temas referentes à justiça, com o objetivo de propor discussões e reflexões sobre o assunto, para que diminua o número de falsos justiceiros.