A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 11/02/2018

Na Idade Média, a justiça com as próprias mãos era tida como algo comum na sociedade, haja vista punições e apedrejamentos em público. No entanto, apesar de cronologicamente termos avançado, humanamente retornamos a tal era, uma vez que a justiça sem meios legais revela como são crescentes essas práticas nos dias atuais.

‘‘Bandido bom é bandido morto’’. Frases como essa são bastante proferidas por boa parte da população brasileira. De acordo com Kant, as coisas tem seu valor, o homem, porém, tem dignidade, de modo que pontua-se o bem humano acima de tudo. Todavia, tal pensamento encontra barreiras para ser efetivada, dado que linchamentos e assassinatos, compõem um trágico quadro que, por sua vez, reflete em um significativo retrocesso nacional.

Outrossim, a justiça com as próprias mãos revela seu caráter mais deturpado quando se materializa em aprovações sociais. Consonante com opiniões mais ortodoxas, criminosos tem que ‘‘apanhar’’ e ‘‘ser amarrado ao poste’’. Seguindo essa linha de raciocínio retrógrada, cria-se uma onda de violência, mediante a agressões que evidenciam um cenário social marcado por vestígios complexos de retaliações aos moldes feudais.

Portanto, a justiça com as próprias mãos precisa entrar em debates e ações no seu combate. Assim, é imprescindível a intervenção do Ministério da Segurança, por meio de fiscalizações engajadas que deem dimensões mais significativas à recorrência substancial de tais punições. Além disso, deve haver promoções de novos policiais para atuarem com mais precisão, no intuito de minimizar e execrar casos desumanos de violência na sociedade. Sendo assim, poderá haver a superação da Idade Média e a efetividade da justiça a favor de todo cidadão brasileiro.