A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 10/02/2018
O justiceiro da história em quadrinhos, Batman, tem como sua essência a justiça com as próprias mãos. Fato este que o fez praticar ações violentas e punitivas após presenciar o assassinato dos seus pais. Não distante do mundo real, a incredulidade na legitimação do judiciário no Brasil e a omissão do estado, têm aberto lacunas para práticas agressivas de forma errônea pela sociedade do país em questão.
O povo compreende que o estado seja incapaz de usar a sua jurisdição para os conflitos presentes na sociedade. Assim, corroboram para um comportamento fora dos princípios estabelecidos pela lei, satisfazendo o discurso uníssono pelo desejo da própria vingança.
O sociólogo José de Souza Martins afirma que o Brasil tem pelo menos um caso de linchamento por dia. Casos recorrentes que faz parte da realidade Brasileira em banalizar a violência. Tendo em vista que agem criminalmente, deixando de lado os direitos humanos, com discursos incompreensíveis de bandido bom é bandido morto.
No entanto, o poder coercitivo da nossa legislação contribui ainda mais na exploração do medo, subordinação e punição do outro. Logo,deveriam definir mecanismos educacionais na busca de reflexões do individuo aos atos. Para Strauss a ausência do poder coercitivo seria a prova de uma sociedade bem sucedida em sua empreitada contra o estado.
Faz necessário, portanto, que o ministério da defesa invistam veementemente em segurança, com a ausência de punição pela sociedade se finde. Ademais, a sociedade de maneira uníssona, pressione o estado pelo bem comum e por um fim na propagação do ódio contra outrem.