A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 10/02/2018

Na cidade de Gotham,mora um dos justiceiros mais conhecidos , Batman que após ver seus pais serem assassinados, faz um juramento que enquanto ele vivesse aquilo não se repetiria com mais ninguém, então por meio disso começou a ser conhecido como morcego justiceiro.Já fora dos filmes, infelizmente essa é uma realidade brasileira, as pessoas resolveram fazer justiça com as próprias mãos, porém essa não é a solução mais adequada de eventuais impasse.

Primeiramente, os defensores dos justiceiros utilizam o argumento de que a sociedade está cansada da inércia do Estado e que não toleram mais a insegurança que vivenciam.Mas, esse descrédito do poder Público dá ao cidadão comum o direito de fazer justiça com as próprias mãos?Não, não dá.Vivemos em um país regido por uma constituição que assegura que ninguém será submetido a tortura nem tratamento desumano.

Ademais, a partir do momento que um cidadão se torna um justiceiro, ele também se transforma em um criminoso.Outrossim, exemplos envolvendo tais casos vem acontecendo com uma grande frequência, foi o que aconteceu com um jovem, apontado como assaltante ele foi encontrado amarrado pelo pescoço e com marcas de espancamento em uma avenida no Rio Janeiro.Contudo, atitudes como estas jogam fora todos os anos de progresso e avanço ideológico e faz com que voltemos ao tempo em que Lei de Talião era a forma de justiça,no qual o crime é punido na mesma proporção.

Fica evidente, portanto, que as formas de justiças com as próprias mãos, vêm tornando-se um ciclo vicioso.Diante disso, o Ministério da Educação deve implementar palestras em todas as áreas do ensino ministradas por professores, afim de ensinar e explicar quanto aos direitos deveres de um cidadão, juntamente com a mídia, em suas campanhas publicitárias possa esclarecer que esse não é e nunca será o jeito certo de resolver os problemas, afinal como já dizia João Paulo II:“A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida,a liberdade do   ser”.