A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 11/02/2018

Maior derrota da sociedade, a agressão

Lastimável a forma que grande parte da sociedade ainda pensa que a violência possa ser associada à justiça. Quando se visa o passado é simples encontrar marcos históricos que trouxe incontáveis traumas a sociedade. Como foi o lamentável movimento nazista, conhecido como Holocausto. Que utilizou das mias horríveis formas de violência e tortura. Contudo alguns ainda acreditam, de forma errônea, que a agressão é a melhor forma de combater a infração da lei.

É indubitável que as pessoas que são vítimas de atos criminosos queiram à justiça. Porém a violência não é a forma que tal direito será alcançado. Conforme Jean-Paul Sartre “A violência, seja qual for a maneira que ela se manifesta, é sempre uma derrota.” Prosseguindo com esse princípio, é fato que a agressão contra esses infratores é a maneira mais equivocada de educa-los. Essa circunstância só faz com que os crimes se perpetuem pelo país.

Outrossim destaca-se a intolerância com os cidadãos que infringem a leis. Na sociedade se enraizou um pensamento que os infratores não podem ser reeducados para conseguir ter um novo padrão de vida. Segundo Durkheim o fato social é a maneira coletiva do agir, e do pensar. O que faz entender que tal pensamento foi adquirido a tempos atrás e a cada geração ele persiste, pois a maneira coletiva do agir, prossegue.

Entende-se, portanto, que o grande aumento da criminalidade e das intituladas “justiça pelas próprias mãos” é fruto da fraca eficácia das leis e do pensamento que um ato violento oprime outro ato. A fim de atenuar o problema, o governo federal deverá aumentar a pena, tanto para os criminosos, como também para os agressores que buscam “justiça”. Além disso a sociedade deve usar as plataformas de mídia para conscientizar os demais cidadãos para desassociar justiça de violência. E dessa maneira utilizar do movimento nazista como exemplo, do jamais deve acontecer novamente.