A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 10/02/2018

A Declaração universal dos direitos humanos, promulgada pela Organização das nações unidas em 1948, diz que todo indivíduo tem direito à vida, a liberdade e a segurança pessoal. Entretanto, violações de tais direitos são observados, tanto quando crimes são cometidos, como também, quando a justiça não embasada na lei, mas sim em vingança é buscada.

Em tempos, onde a figura do Estado ainda não se mostrava fortalecida, o que predominava era o cumprimento da justiça pela própria população. Com a evolução social, e a estruturação da sociedade moderna, cabe ao Estado o julgamento e sentenciamento de acusados de cometerem algum perjúrio à população. Infelizmente a justiça brasileira ainda é vista como lenta e ineficaz diante da sociedade, as quais criam seus próprios tribunais para punir aqueles que ultrapassaram as leis.

Todavia, nem sempre o objetivo é alcançado com louvor, pois todo o julgamento fica sob a incerteza e não pautado em fatos legitimados, o que pode gerar injustiças, tendo inocentes pagando por crimes que não cometeram. Tal fator cria um efeito cascata onde a justiça será apenas conseguida em um estado utópico, prevalecendo em seu lugar o espirito da vingança.

O site de noticias G1,divulgou o caso de um professor de história, o qual foi confundido com um assaltante no estado de São Paulo, o mesmo foi linchado pela população, que só pararam o ato quando um bombeiro, pediu que ele explicasse sobre Revolução Francesa, provando sua profissão.

Sendo assim, para que as leis garantidas pela Declaração dos direitos humanos sejam alcançadas,cabe ao Ministério da justiça ampliação das leis que punam tais justiceiros, criação de maior número de fóruns,para que haja agilidade no julgamento dos casos, além de ampliação no número de policiais, tanto civis quanto militares. Com isso, o Estado poderá cumprir seu dever de garantir a segurança dos cidadãos.