A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 11/02/2018
Em um país, onde a violência vem crescendo de forma lamentável, é até certo ponto compreensível a população adotar meios de proteção. Contudo, é necessário impor limites em algumas ações para que não seja colocado em jogo a vida do outro.
A descrença no poder judiciário faz com que o número dos chamados “justiceiros” aumente. Infelizmente, com a demora nas aplicações de penalidades por crimes cometidos, muitos optam por outros meios de se fazer justiça, o problema nisso está no fato de que a violência só se expanda e vidas sejam tiradas de forma hedionda. Agredir até a morte um ser humano é uma atrocidade sem dimensão e é declinar em todos os aspectos como ser humano.
No passado, era normal o uso da Lei de Talião “Olho por olho, dente por dente”, porém aplicar isso nos dias de hoje não é a melhor solução. Está cada vez mais frequente nos noticiários a expansão do índice de violência no país brasileiro, para exemplificar, temos o caso ocorrido em Manaus em maio de 2017, quando um assaltante na fuga se desequilibrou da motocicleta e foi alcançado por populares que o agrediram até a morte. O caso teve grande repercussão na região e medidas judiciárias foram tomadas, porém isso não apaga a crescente violência que abrange o país.
Dessa forma, é imprescindível que todos se conscientizem de que violência só gera violência e retirar o direito à vida do outro, nunca foi justiça e nunca será, se continuarmos assim perderemos a razão humana. No entanto, é necessário a colaboração do poder judiciário que dever aplicar melhorias no sistema de julgamento e a criação de programas que viabilizem a informação sobre os efeitos que essa prática pode gerar no país.