A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 10/02/2018

Desde a Idade Antiga, é natural do ser humano se comportar de maneira animalesca e irracional em situações nas quais se vê injustiçado, o que pode se relacionar com o período babilônico, onde foi criado o primeiro código de lei, o Hamurabi, com a Lei do Talião: “olho por olho, dente por dente”. No entanto, é inaceitável na sociedade à prática de justiça com as próprias mãos.

Em primeiro lugar, mesmo com a situação de segurança do país sendo precária, um indivíduo não deve agredir o outro com a falsa missão de fazer igualdade perante a lei. De acordo com o artigo 5º, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza e na seção III, ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano. Sendo assim, independentemente do crime realizado, o dever de julgar não é do cidadão. Pode-se citar como exemplo a mulher que foi morta em São Paulo após uma página postar um boato sobre sequestro e bruxaria, a vítima era inocente.

Simultaneamente ligado a todo esse contexto, está o meio o meio em que o cidadão marginalizado se encontra. Devido a realidade brasileira, como a educação do fundamental ao ensino médio que não é de boa qualidade e as instituições privadas possuem preços que não cabem no bolso da maioria das pessoas. Além disso, o jovem não possui na maioria das vezes boa qualidade de vida, seja de estrutura familiar até coisas básicas como moradia, roupas, alimentação e acabam recorrendo ao crime como uma forma facilitadora que as vezes acaba gerando morte.

Portanto, é inegável que o ser humano não deve tentar fazer justiça com as próprias mãos. Sendo assim, medidas devem ser tomadas, como por exemplo o Ministério da Educação deve melhorar a qualidade de ensino nas escolas públicas através de semanas culturais nos colégios uma vez por mês, abordando vários temas para estimular a criatividade, senso crítico e interação com os colegas. Porque assim, mesmo com a realidade complicada desses jovens, os levarão para longe do crime. Também deve-se criar uma lei mais rigorosa para as pessoas que praticam esses atos de “justiceiros” sob pena e indenização, para que assim mudem esse conceito, além de assistir palestras de cidadania durante 6 meses. Ações como essas poderão mudar o estado da sociedade futuramente.