A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 11/02/2018
A lei de talião, vinda do grego, que significa igualdade, representa a reciprocidade do crime e da justiça. Atualmente o dito popular “Olho por olho, dente por dente.” retrata o ato da justiça com as próprias mãos, e isso, é um grande problema da sociedade.
No Brasil, é possível observar diversos casos relacionados com a busca da justiça com as próprias mãos. O que leva a questionar se um cidadão cívil tem a capacidade de efetuar o que diz ser justiça. Muitos brasileiros esquecem que punir o outro com agressões, ofensas, também é uma forma de crime. Logo, o cidadão ao fazer uma “justiça igualitária” só irá esta se transformando em mais um criminoso e não o “guardião da justiça” como supõe.
Outrossim, por vezes é possível observar a ausência dos órgãos competentes da justiça brasileira. E isso, faz com que a população ache que deve punir o crime da maneira que considera correta. Mas, como diz Platão “O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis”. O país é regido pela Constituição Federal de 1988, nela é possível observar os direitos e deveres dos cidadãos, a mesma é o guia que deve ser utilizado na busca pela justiça brasileira.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Os órgãos responsáveis pela justiça no país, como o Ministério da Justiça, polícia, devem abrir mais concursos, na busca pelo maior número de profissionais qualificados na área e direcionar uma parte para áreas mais carentes, fazendo assim, os cidadãos se sentirem mais seguros. Deve haver mais divulgação do tema em jornais, revistas, panfletos, para assim mostrar que justiça com as próprias mãos é na verdade uma injustiça. Deve ocorrer mais debates em escolas com o acompanhamento de psicólogos e professores, para os alunos relatarem seu ponto de vista e aprenderem o que é correto.