A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 11/02/2018

O ser humano é circunstancial, age de acordo com o contexto. A sociedade esta tão acuada e desconfiada de suas instituições que se vê apta a fazer justiça com as próprias mãos. A banalização da violência, ora divulgada pela meios de comunicação sem nenhum caráter educativo, apenas com o intuito de fazer sensacionalismo, provoca nas pessoas ódio e merecedoras de agir por conta própria.

É difícil reconhecer na sociedade alguém que nunca tenha sofrido algum tipo de injustiça e embora isso não justifique sair irresponsavelmente punindo quem quer que seja, as pessoas procuram se organizar para tentar mostrar ao Estado a sua indignação.

Um Estado coercitivo que também usa da violência para punir o cidadão mostra sua deficiência ao entender que o ser humano é essencialmente mau por natureza. E aí, se pune antes de educar. Entretanto, se pune antes o ato e não o sujeito.

Os perigos e consequências da justiça com as próprias mãos está no fato de num mundo conectado, informações falsas farão com que inocentes sejam punidos.

É preciso expor a barbárie, mas no entanto, deixar claro que não é assim que se age, usar o episódio para educar. Afinal, as leis, se não são as melhores, servem, porém para igualar a todos.

Governo, ong´s, mídia, indivíduo, família, escola e sociedade são responsáveis por formar cidadãos mais críticos e conscientes dos seus atos.

Enfim, agir conforme a lei, mesmo que ela não lhe favoreça no seu ponto de vista, é a melhor opção, já que ela foi pensada para todos.