A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 12/02/2018
De acordo com o código penal brasileiro, realizar justiça com as próprias mãos é crime. É possível afirmar que mesmo sendo ilegal, a sociedade pratica esse ato, não só pelo fato do Estado falhar no seu dever de promover a segurança, como também pelo falta de conscientização sobre o assunto.
Em primeira análise, cabe pontuar que a comunidade corrige os delinquentes com as próprias forças, pois o Governo falha em oferecer segurança. De certo, isso ocorre porque, frequentemente, as leis brasileiras são somente punitivas, mas não são educativas. Destarte, o criminoso sofre somente a coerção, entretanto muitas vezes retorna a cometer o ato ilícito. Além disso, o Brasil reduziu em 10% a verba para as políticas de segurança em 2017, ocasionando aumento na criminalidade.
Outrossim, a população pune os delinquentes, porque há a ausência de conscientização. Certamente, a educação brasileira não realiza debates e campanhas sobre o assunto. Como resultado, a sociedade entra em uma contradição, uma vez que a mesma que é contra a violência, também a pratica. Ademais, há uma banalização da vida e naturalização da brutalidade.
Logo, o ato de corrigir uma iniquidade com as próprias forças é um crime, que precisa ser erradicado. É imprescindível que o Poder Legislativo crie leis que sejam punitivas e educativas, a fim de que o criminoso não cometa de novo a violência, e assim a população não precisaria cometer atitudes de justiça. Ademais, é necessário que as instituições escolares realizem projetos que integrem estudantes e famílias, expondo em feiras e palestras, com o intuito de conscientizar as pessoas para não corroborarem com a violência.