A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 12/02/2018
Justiça patológica
Fazer justiça com as próprias mãos se tornou uma prática comum e constante. A terceira Lei de Newton diz que toda ação gera uma reação, levando à concepção de que, no âmbito social, a altíssima violência é consequente de fatores enraizados no sistema vigente.
John Locke acreditava que o homem deve seguir as leis, mas que quando a confiança no Estado fosse abalada, deveriam existir atos rebeldes e sangrentos. Tal filosofia está intrínseca na maioria da população, que presencia um Estado ausente, contando com um poder judiciário lento e um sistema de segurança ineficaz.
Alimentados pela sensação de impunidade, outros crimes são praticados e, em um círculo vicioso, continuam sem qualquer punição. A concepção de delito é totalmente desvirtuada, fazendo a população relativizar a violência. Em consonância, o sensacionalismo midiático banaliza esses acontecimentos, e grande parte dos espectadores inclinam para a ideia de que são atitudes justificáveis e normais.
Portanto, é necessário que o Poder Legislativo crie leis específicas para ocasiões de justiça com as próprias mãos,aplicando uma maior coerção na população. O Poder Judiciário deve criar delegacias específicas, que incluam disque-denúncias, efetivando as leis, mostrando à população que há punibilidade para os praticantes de linchamentos e demais práticas de violência.