A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 12/02/2018
No século XX, inicia-se a era dos super heróis, que tem como missão destruir os inimigos e combater o mal, realizando justiça com as próprias mãos e fazendo valer suas próprias leis. No Brasil, muitos cidadãos que se dizem “heróis” também estão praticando tal ato, invertendo papéis com o estado e como consequência ocasionando linchamentos e mortes muitas vezes de inocentes.
Segundo a constituição federal de 1988, a segurança é um direito de todos os cidadãos. No entanto, por considerar que o estado é lento, falho e muitas vezes ausente, a população assume a chamada justiça popular, tomando para si o poder das autoridades e se manifestando de forma violenta contra quem cometeu os crimes, acreditando que dessa forma conseguirá uma mudança social. De acordo com o sociólogo e criminólogo Eduardo Paes Machado, “As pessoas agem com violência porque acham que assim estão promovendo a segurança de grupos sociais".
Paralelo a isso, em consequência da ineficiência do estado, muitos crimes são cometidos. De acordo com o sociólogo José de Souza Martins, no Brasil ocorre um linchamento por dia. Como exemplo, pode-se citar um fato realizado em setembro de 2015, no estado do Rio Grande do Norte, no qual um homem foi espancado até a morte, por um grupo de pessoas, acusado de abusar de um adolescente. No entanto, evidências do crime não foram encontradas. Dessa forma, é possível perceber que o objetivo desses cidadãos é punir e vingar um delito.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática. Cabe ao estado investir em melhorias no sistema judiciário e na segurança pública. Ademais, as escolas devem realizar palestras periódicas, a fim de buscar a conscientização dos alunos e de ensinar valores morais, como respeito ao próximo. Dessa forma, será possivel formar cidadãos que se respeitem e a questão da justiça com as próprias mãos será melhorada.