A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 12/02/2018
O ser humano está inserido dentro de um contexto o qual as circunstâncias fazem sua concepção de certo e errado. Antes de analisar alguém, olhamos o meio em que ele está inserido. Confundir legítima defesa com justiça pelas próprias mãos é algo comum na sociedade atual, e pode ser por motivos de convicção popular. O conceito de justiça pode se tonar um termo muito amplo e relativo a determinadas situações.
Com efeito, casos de pessoas que fizeram justiça com as próprias mãos, apresentam uma justificativa que quase sempre é a mesma. Falta de eficiência dos órgãos de segurança, o que leva ao indivíduo a fazer o certo em sua concepção, eles fazem o que o Estado não faz com a devida importância. O sistema falha, e os seres humanos por extinto se defendem e acabam cometendo um crime também. Infratores devem pagar pelo o que fazem, mas a punição nem sempre vem da polícia.
Além disso, esses atos já estão na nossa cultura faz tempo. Podemos ver que no código de Hamurabi escrito aproximadamente em 1772 a.C apresenta em uma das leis, a lei do talião que é “olho por olho, dente por dente”, ou seja, você sofre o que você fez. E com o passar dos anos isso não foi extinto do nosso cotidiano, e acabou por se tornar aceitável para a população. Com a falência das instituições e uma lei não educativa, cometer certas imprudências se torna justificável por meio de outras imprudências. Acarretando a banalização da vida.
Portanto, observamos a carência de políticas que auxiliam na diminuição do crime. E nesse contexto de Brasil podemos observar que a prática de justiça com as próprias mãos se deve pela ausência de órgãos de segurança, e de educação. Devemos investir em educação, e implantar nas escolar campanhas que promovam a conscientização a respeito da justiça. E também melhorar e expandir a segurança em todos os lugares, tornando a justiça o único meio de julgamento. E com isso fazemos pessoas humanizadas.