A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 12/02/2018
Recentemente um crime tem chamado bastante atenção dos brasileiros: o caso onde um jovem foi flagrado por um tatuador e um amigo no momento em que roubava uma bicicleta adaptada para um deficiente físico, como punição foi tatuado na testa a frase ‘’eu sou ladrão e vacilão’’. Situações como esta se tornam frequentes no país, pensando esses que a lei de olho por olho e dente por dente seja a solução viável da violência. Realizar a justiça com as próprias mãos não é uma boa opção, pois incentiva atos de violência e ainda acarreta em penas graves, já que não se encaixa em legítima defesa.
Em primeira instância, não se pode alcançar a solução de quaisquer tipo de violência rebatendo da mesma forma, fato que só torna a comunidade mais insociável e retrograda, pois no estágio de desenvolvimento atual estas justificativas fogem da legalidade e incentiva atos de rebeldia.
Além disso, não cabe a nenhum cidadão de bem o poder de julgar os atos dos demais, visto que os direitos humanos vigentes devem ser aplicados a todos. Assim também, o conhecido Bandido bom é bandido morto, não faz jus a população dentro dos padrões atuais, uma vez que ninguém tem o direito de decidir o rumo da vida alheia e muito menos o fim ou não dela, uma vez que essa frase faz referência e incentiva a morte como solução final para os bandidos.
Por tudo isso, visando uma sociedade mais justa, é mister superar os desafios no âmbito social brasileiro. Cabe a população em geral compreender os direitos humanos, e seus viés, afim de não agir por impulso em casos de impunidade. As delegacias devem divulgar o numero da policia militar em todos os âmbitos.com o intuito de promover a paz e conscientizar a população. Ademais, a Justiça Federal e suas ramificações devem prover palestras e exposições em locais de fácil acesso para que chegue até o cidadão de bem, dessa maneira o mesmo entenderá as atribuições de cada um como agente ativo na busca e construção de uma sociedade mais integra e justa.