A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 16/02/2018
Certa vez, Rousseau disse que “a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”. Essa reflexão revela que os sistemas políticos precisam trabalhar a favor da paz, pois atualmente há um grande incentivo a violência, que fica claro na prática da justiça com as próprias mãos.Todavia, é necessário observar as verdadeiras causas desse impasse.
Em uma análise inicial, nota-se que a prática de assassinatos por multidões era comum na antiguidade, com inúmeros relatos de apedrejamento e queima de bruxas.Diante disso, é possível perceber que essa circunstância deve ser atribuída ao medo e a sensação de impunidade.Logo, os justiceiros acreditam que anos em uma penitenciaria não é o suficiente,mas acham adequado a aplicação de uma pena igual ou pior ao crime cometido.Assim, nota-se um retrocesso ao códico draconiano, que punia praticamento todo crime com a morte.Dessa forma, cada crime revidado por outro crime esta dando continuidade a uma espiral que não tem fim.
Outrossim, um grave atenuante é a divulgação de vídeos de agressão dos justiceiros, que ao serem exibidos incentivam uma revidação.E nesse sentido, o crime acaba ficando sem solução, afinal segundo a psicóloga Ariadne Natal: “Esse é um crime que muitas pessoas aceitam. Por isso, é necessário um processo de mudança de mentalidade.” Assim, noticiar a violência de maneira sensacionalista pode gerar um ambiente cultural que aprova os linchamentos e mostra o criminoso como um problema, que basta ser eliminado para acabar com os crimes.
Por conseguinte, é a violência com as próprias mãos no Brasil exigem atitudes imediatas.Portanto, é necessário que o Poder Judiciário investigue casos de ódio da população, afim de inibir mais ataques.Ademais, a polícia deve disponibilizar mais agentes para deixar a população mais segura sem a necessidade de equidade agressiva.Além disso, a mídia pode fomentar o pensamento através de campanhas e debates sobre as consequências da vingança e assim incentivar uma coexistência pacífica entre os homens.