A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 16/03/2018
Impunidade, injustiça, vingança: sentimentos que hoje acompanham a realidade do brasileiro em seu cotidiano. A má atuação do Estado e do poder judiciário em relação a segurança e as leis, geram desconforto na população, que querem realizar o papel desses indivíduos, fazendo justiça com as próprias mãos. Ação que gera contradição, visto que a sociedade quer combater a violência pelos mesmos métodos que ela acontece, gerando mais criminalidade ainda.
Batman, herói das histórias em quadrinhos, era um justiceiro que ao ver seus pais serem assassinados, resolve lutar contra o crime. No entanto, o guerreiro se recusa a usar armas e matar os seus adversários, já não quer combatê-los da mesma forma que eles fariam. Essa realidade fictícia pode ser comparada a de muitos brasileiros, que querem penalizar atos que julgam errado, destabilizando a sociedade e cometendo infrações, pois é uma prática ilegal.
Muitas pessoas são condenadas pelo júri popular, diversas delas muitas vezes sendo violentadas e assassinadas por crimes que não cometeram, pois pelos meios de comunicação em massa podem ser divulgados notícias falsas, denegrindo a imagem do indivíduo. Sendo uma prova concreta de que a atuação desses justiceiros deve ser combatida, e que não se pode tratar com naturalidade o fato de que indivíduos agem conforme as suas próprias regras.
Portanto, assumir a função que cabe ao Estado, não é a melhor forma de pôr um fim na violência. Faz-se necessário que a população reivindique os seus direitos a segurança, e que o governo invista arduamente em educação, já que esta é inversamente proporcional a criminalidade, como disse o filósofo Pitágoras: “Educai as crianças e não será preciso castigar os homens”. Além da fiscalização das redes sociais, para não haver a divulgação de notícias falsas e pessoas serem punidas injustamente.