A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 19/03/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando o assunto é a justiça com as próprias mãos, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não na prática, assim, a problemática persiste ligada à realidade do país. Nesse contexto, deve-se analisar a impunidade recorente e ,também ,formação educacional dos jovens.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Desse modo, é possivel perceber que, o Brasil, rompe essa harmonia, já que, quando o assunto é a impunidade, muitas vezes, a justiça não é posta em prática. Haja visto que, relatos de crimes sem a devida providência são relatados diariamente nos telejornais.
Ademais, deve ser ressaltado que a falta de formação educacional atua como um impulsionador do impasse. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotado de exterioridade e de generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a formação educacional é de extrema importância para uma sociedade mais harmoniosa, segura e racional.
Urge, portanto, que, mediante aos fatos expostos, medidas devem ser tomadas, com intuito de inibir o problema em questão. Destarte, o Ministério da Justiça, em parceria com Polícia Militar e Civil, deve ampliar o número de polícias em serviço, promovendo a segurança da população e investigando o maior números de casos de crimes que ocorra na esfera social. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas. Logo, o Ministério da Educação deve instituir, nas escolas palestras e grupos de debates ministradas por psicólogos, que discutem o combate da justiça com as próprias mãos, a fim de que o tecido social se desprende de certos tabus para que não vive na realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.