A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 26/03/2018

A Segunda Guerra Mundial iniciada em 1939, teve como umas das causas a vingança da Alemanha através da justiça com as próprias mãos. A partir disso, tornou-se mais recorrente esse ato inconsequente e desumano, que pode ser disseminado pelo descrédito do poder judiciário e por meio de notícias falsas ou vinganças.

Esse descrédito deve-se ao descumprimento da lei na hora de penalizar o agressor. Isso, faz com que a sociedade se sinta impune vulnerável e queira revindicar seus direitos, propiciando o surgimento de “justiceiros”. Esses justiceiros tem em mente que estão fazendo um bem coletivo, que estão suprimindo adequadamente o poder judiciário. Porém, essa visão é arcaica e contraditória, pois cada um irá querer agir por conta própria e isso, fará que a criminalidade aumente.

Outra causa supracitada, que propicia a justiça com as próprias mãos é a disseminação de informações falsas e o sentimento de vingança. Esses dois males podem acarretar danos fatais. Em  2017, foi noticiado o caso de uma idosa morta, por um grupo de pessoas que acreditava que ela fazia macumbas com crianças, depois de morta, foi comprovado que tudo não passava de mentiras. Ela foi vítima da ignorância de pessoas que denominavam-se capazes de puni-la adequadamente.

Portanto, a prática de justiça com as próprias mãos é um ato inconsequente, desumano e precisa ser contido. Assim, faz-se necessário que o Ministério da Segurança conscientize a população dos males para sociedade de agir por conta própria, através de palestras objetivas e chocantes. Além disso, é importante a eficiência do poder judiciário no cumprimento das leis, fazendo com que o agressor seja penalizado devidamente.