A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil

Enviada em 10/06/2025

O filme “Homem-Aranha”, mostra a trajetória de um jovem chamado Peter Parker que obteve superpoderes e escolhe se vingar do assassinato do seu tio. Desse modo, o super herói luta com as próprias mãos e é exaltado pela população. Analogamente, à história fictícia, o ato de castigar um cidadão de maneira ilegítima acontece diariamente na sociedade brasileira, devido a dois fatores: uma ideia arcaica que é vista na modernidade e a ausência do Estado em muitas regiões.

Em primeira análise, é fundamental compreender o cenário urbano atual, que é desordenado e forte. Nesse viés, a 1º lei do Código de Hamuráb “Olho por olho, dente por dente”, é uma metáfora que transparece a forma violenta de como os problemas eram resolvidos. Recentemente, um tatuador tatuou “Eu sou ladrão e vacilão”, na testa de um jovem que roubou um bem material dele. Dessa forma, observa-se que o extinto de vingança é particular dos indivíduos, pois julgam que ao punir seus carrascos fazem justiça, mesmo que certa ação os conduzem uma posição de criminosos

Ademais, a carência do Estado em várias regiões admite o surgimento do poder paralelo que impulsiona a prática de justiça com as próprias mãos. Sob essa visão, a quadrilha que se nomeia Primeiro Comando da Capital, faz regularmente o “tribunal do crime”, o qual bandidos sentenciam indivíduos indiciados de descumprir alguma regra imposta pelos marginais. Com isso, é perceptível que uma escassez das autoridades permite que atos vultosos aconteçam, assim, fazem-se necessárias mudanças para amenizar a situação.

Torna-se evidente, portanto, que os cidadãos brasileiros revidam ações criminosas com violência ao julgar que, a partir do ato transgressor, a pessoa que violou as normas estabelecidas não é digno de seus direitos. Nesse sentido, é imprescindível que o Estado assegure segurança à população através da cautela, como é o caso da polícia e que ela receba incentivos qualitativos, aumentando o salário dos empregados, e quantitativos, por meio de campanhas publicitárias que possam gerar um crescimento no número de trabalhadores. Nesse viés, o cenário será minimizado, evitando que a cena exibida no filme “Homem-Aranha”, continue se repetindo na sociedade brasileira.