A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 08/06/2018
O pai do liberalismo econômico John Locke, afirma que a função do Estado é garantir a segurança da população. Entretanto, no tempo atual a sociedade esbarram-se no sentimento de injustiça pela crescente falta de segurança pública, isto é, o número de justiceiros torna-se epidêmico. Diante disso, não há dúvidas de que a justiça com as próprias mãos se deve pelo sentimento de impunidade que por consequências gera uma sociedade repressiva.
A falta de segurança pública em conjunto com o aumento dos crimes instigam a uma sociedade insegura, de outro modo, o ser humano busca satisfazer suas necessidades através do domínio sobre o outro, exercendo o uso da força e astucia. A obra Leviatã de Thomas Hobbes demonstra com intelecção tal fato,pois o uso da justiça com as próprias mãos deixa o legado de uma circunstância permanente de guerra de todos contra todos.
Por conseguinte, a sociedade reprime todos os indivíduos que, mesmo não obtendo provas, cometeram algum delito, dessa forma evidência que" o homem é o lobo do próprio homem". No entanto, o código moral rege o bem-estar, interligando-se com o artigo 5 dos Direitos Humanos afirmando que ninguém será submetido a tortura e nem a punição ou tratamentos desumanos.
Em suma, para combater os justiceiros é necessário que o Governo Estadual implemente policiamento ostensivo, de maneira que ocorra patrulhamentos, em áreas propensas a ocorrências de linchamentos, deve também implantar guaritas policias que efetue a prisão dos acusados. Com a finalidade de diminuir, gradativamente, os episódios lastimantes, como prender o torturado em poste ou ate mesmo a morte do mesmo.