A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil
Enviada em 18/05/2018
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a justiça com as próprias mãos, no Brasil, hodiernamente verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo incentivo a violência, seja pelo retrocesso social. Nesse sentido, convém analisar-se as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Paralelamente, quando se pensa em justiça pelas próprias mãos é análogo citar a política do povo babilônico,o código de Hamurabi, essa destacava em sua ideologia o famoso ditado popular “Olho por olho, dente por dente”. Desse modo, quando se analisa a forma de fazer justiça por esse viés percebe-se que há um grande retrocesso no que diz respeito aos direitos humanos de cada cidadão, pois não se combate a violência gerando a violência. Ademais, trazer costumes arcaicos não vai fazer com que a sociedade se torne mais justa, todavia mais retrógrada.
Outrossim, destaca-se o incetivo a violência como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social consiste na maneira coletiva de agir e de pensar cercada de coercividade, generalidade e exterioridade. Seguindo essa linha de pensamento observa-se que, se uma criança cresce em uma família que a incentive a práticas de crueldade como forma de justiça, esse mesmo indivíduo tende a repetir essa conduta transmitindo de geração em geração. Pois, essa ideologia já estará enraizada nos conceitos éticos desse cidadão. No entanto, irá causar grandes desgastes físicos e emocionais, quando observa-se que a forma de agressão é a pior maneira de solucionar um problema
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, a Polícia Civil deve inserir assistências mais qualificadas para a população, com a implantação de mais delegacias e vigilâncias, para que a sociedade não sinta necessidade de fazer justiça com as próprias mãos, deixando o trabalho para órgãos políticos que são devidamente capacitados para esse tipo de trabalho. Ademais o Governo em parceira com o Ministério das Cidades, devem desenvolver mais projetos inclusivos e centros de reabilitação para jovens usuários, a fim da transformação do individuo para cidadãos estruturados e a gradativa diminuição da violência pela marginalização. Enfim, cabe a família a conscientização de que não se pode usar da violência para combate-la, mas sim a denuncia. Desse modo, é dever dos pais a instrução dos seus filhos para recorrerem a caminhos éticos e morais para uma sociedade segura e justa.