A prática do catfish e seus perigos

Enviada em 01/03/2022

A primeira lei de Newton, a lei da inércia, enfatiza que um corpo que está em movimento permanece em movimento até que uma força contrária seja exercida sobre esse corpo. De maneira análoga a isso, torna-se necessário “forças contrárias” diante das práticas de “catfish”, termo utilizado para práticas criminosas de pessoas mal-intencionadas que criam perfis falsos nas redes sociais para aplicar golpes, este ato hediondo leva a sérias consequências, como roubos e problemas psícológicos desenvolvidos pelas vítimas.

Primeiramente, é indubitável que com o avanço da tecnologia, muitos se conhecem por meio de uma tela de celular, podendo progredir para um relacionamento afetivo. De acordo com o programa de televisão balanço geral Blumenau, o termo “scammer”, chamado de golpista virtual, tem como objetivo coagir mulheres para roubá-las, sobre promessas falsas de amor. Diante disso, aplicativos de namoro e redes sociais estão sendo usados como meios facilitadores para cometer crimes contra pessoas que expõem suas imagens, bem como seus dados pessoais para indivíduos desconhecidos. Logo, as formas de roubo inovam-se a cada minuto, contribuindo para que as pessoas não se sintam protegidas.

Ademais, os golpes podem ser tratados como abuso psicológico para as vítimas, em vista que após serem roubadas, geralmente encontram-se endividadas e com problemas para se relacionar com outras pessoas. Segundo Buckminster Fuller, filósofo americano," a humanidade está adquirindo todas as tecnologias certas, por razões erradas". Sob essa ótica, práticas como esta inferem diretamente na saúde das pessoas, tornando-as suscetíveis a doenças como ansiedade e depressão. Sendo assim, medidas são necessárias para combater este empasse.

Portanto, cabe ao Ministério da Segurança, juntamente com as redes sociais, como Facebook e instagram, desenvolverem programas como softwares que identifiquem perfis falsos e desvincule-os dessas redes e das demais, a fim de que a sociedade possa utilizar esses meios com segurança. Além disso, que os sistemas de ensino insiram palestras sobre como se protejer nas redes sociais, para que jovens e adultos não caiam em golpes. E somente assim, “forças contrárias” como estas resolverão este problema, contribuindo para uma sociedade mais consciente.