A prática do catfish e seus perigos

Enviada em 02/03/2022

A música “Desperdiçou” da dupla Sandy e Júnior afirma “Partiu e nunca mais ligou. Você me complicou, usou. Fugiu com a minha paz”. Nesse contexto, é possível associar a situação amargurada do eu lírico com a reação de pessoas que se apaixonam e são enganadas por perfis falsos, ou seja, são vítimas de um catfish. Além de ficarem com danos emocionais, o dinheiro e dados pessoais desses indivíduos são roubados. Desse modo, cabe debater sobre o catfish seus prejuízos na sociedade.

A princípio, muitas pessoas usam as redes sociais como meio para obter retorno financeiro e aprovação por parte de outras. Diante disso, escondem a verdadeira fisionomia ao utilizarem deepfakes, rostos alterados digitalmente, e se aproveitam de usuários que acreditam estar em um relacionamento saudável. Por exemplo, a cineasta francesa Yzabel Dzisky se apaixonou por um suposto cirurgião, de Los Angeles, em uma rede de bate-papo. Este pediu dinheiro à ela e prometeu encontrá-la em Paris. Ele não apareceu no aeroporto e Yzabel descobriu arrasada que havia sido vítima de um catfishing.

Como reflexo disso, o indivíduo fica abalado psicologicamente e pode desenvolver ansiedade e depressão por se culpar pela situação. Ademais, alguns perdem enormes quantias de dinheiro pela confiança dada ao “amor às cegas” e pela entrega de contas bancárias e senhas de cartões de crédito aos golpistas. Nesse cenário, isso é retratado no documentário de Netflix “O golpista do Tinder”, em que o israelense Shimon Hayut deixou três mulheres com o prejuízo de 52 milhões de reais.

Portanto, urge a necessidade de que medidas sejam tomadas para que os golpes de catfishs acabem. Então é primordial que o povo, conjunto de pessoas que constitui uma nação, dissemine, por meio de campanhas na internet, as informações de que é importante identificar se o perfil é falso para que o usuário não sofra golpes e caso seja vítima deve procurar um psicólogo para evitar complicações emocionais.