A prática do catfish e seus perigos

Enviada em 03/03/2022

O termo inglês “Catfish” pode ser usado para definir uma pessoa que foi enganada, por um perfil falso, nas redes sociais. Um exemplo dessa prática aconteceu na série “Euphoria”, em que a personagem Jules acredita estar conversando com um garoto chamado Tyler, mas está sendo enganada pelo colega de turma Nate, com o objetivo de fazê-la enviar fotos íntimas para que o mesmo possa divulga-las. Não muito diferente é a realidade, pois o principal objetivo dos perfis falsos é conseguir informações comprometedoras do usuário que está sendo enganado.

Primeiramente, um dos intuitos do perfil falso é conseguir acesso a senhas e contas bancarias do usuário para poder roubâ-lo. Isso pode ser observado no documentário “O golpista do tinder”, que apesar de ser um perfil com as fotos reais do desfrutador, não possuia informações verdadeiras sobre o mesmo. Por exemplo, o dono do perfil dizia ser filho de um magnata dos diamantes, a fim de conquistar a confiança das enganadas para que elas enviassem dinheiro para ele.

Outrossim, o charlatão pode utilizar do perfil falso para descobrir e entender a rotina da pessoa ludibriada, observando os horários que ela sai e chega em casa, os lugares que ela frequenta e a escola que os filhos estudam. Dessa forma, fica mais fácil para o golpista fazê-la de alvo, roubando a residência em horários que não tem ninguém dentro, assaltando a enganada nos momentos em que está sozinha e até mesmo sequestrando as crianças na escola.

Portanto, para reduzir os casos de “Catfish”, é importante que as escolas ensinem como identificar os perfis falsos e como agir na internet - não divulgando informações e documentos pessoais, nem a localização instantânea - através de debates e palestras com profissionais na área da computação, com o objetivo de reduzir o número de pessoas que caem em golpes na internet. Além disso, é essencial que o Governo Legislativo crie uma rede de proteção para as pessoas que sofreram essa enganação, por meio do desenvolvimento de uma lei específica para o “Catfisher” de modo a respaldar judicialmente as vítimas.