A prática do catfish e seus perigos

Enviada em 13/03/2022

No filme estadunidense “Um match surpresa”, Natalie se envolve com um homem por meio de um aplicativo de namoro. Ao surpreender o seu pretendente com uma visita, ela descobre que a pessoa com que estava conversando não era a mesma das fotos. Fora da ficção, situações como a de Natalie, em que pessoas são enganadas por perfis falsos — os chamados “catfish” —, também são comuns e, diferentemente da obra cinematográfica, perigosas. Com a expansão das redes sociais, casos de golpe com o uso de perfis falsos vêm crescendo e se tornando uma ameaça à ordem. Portanto, escancara-se que a prática de catfish é um problema e deve ser solucionado.

Em primeira instância, destaca-se o prejuízo financeiro proposto pela situação. De acordo com a Federal Trade Commission, golpes com o uso de perfis falsos geraram a perda de 143 milhões de dólares nos Estados Unidos, apenas em 2018. Esses dados reforçam a ideia de que o uso de perfis falsos é uma prática danosa e, enquanto for permitida, afetará a paz no âmbito social.

Em segunda instância, nota-se o dano emocional que os perfis falsos podem angariar à suas vítimas. Algumas pessoas, normalmente mais jovens, seduzidas pelo amor idealizado proposto pelos golpistas, são persuadidas a compartilhar fotos íntimas. Após conseguirem o conteúdo, o catfish pode chantagear seus alvos, ameaçando vazar suas intimidades em troca de dinheiro. Com isso, além de sofrerem com os possíveis danos à suas imagens, que podem refletir, até mesmo, em suas vidas profissionais, caso as fotografias sejam expostas, as vítimas sofrem com a decepção da traição.

Torna-se evidente, portanto, que o catfish traz perigos para a sociedade. Nessa lógica, cabe ao Poder Legislativo estabelecer a prática do catfish como um crime, mediante criação de novas leis, a fim de proteger a população contra os riscos da perpetuação de perfis falsos nas redes sociais, como Instagram e Facebook. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a escola, promover palestras que alertem crianças e adolescentes sobre os cuidados que precisam ser tomados na internet.