A prática do catfish e seus perigos

Enviada em 25/03/2022

O thriller brasileiro “Bom dia, Verônica”, de Montes e Casoy, em suas primeiras páginas, retrata o caso de Marta, a qual foi roubada e enganada por um homem em um site de relacionamentos. Para além do livro, nota-se que, no Brasil, esse tipo de golpe não é incomum, bem como a prática do Catfish, cuja as consequências podem ser físicas, emocionais ou financeiras. Por isso, torna-se inerente o fortalecimento da segurança virtual em aplicativos similares, tanto quanto a politização sobre os perigos de tal.

A pricípio, é incontestável observar a baixa segurança em aplicativos que demandam informações pessoais. Diante disso, é prioridade do Estado acatar com as lacunas dessa problemática. Nessa situação, visualiza-se a incoerência com as idéias do teórico político Thomas Hobbes, o qual propôs em seu livro que a função mais importante do Estado é prover a segurança de seus súditos, o que infelizmente não ocorre no Brasil. Como resultado do baixo monitorameto virtual, progressivamente mais vítimas são prejudicadas, sendo a maior parcela delas mulheres. Nessa perspectiva, faz-se impresiosa uma intervenção governamental para a seguridade dos súditos da ideologia de Hobbes.

Ademais, também é preciso reparar a desinformação a respeito do Catfish, visto que afeta o entendimento sobre os perigos da prática. Como resultado, segundo dados da Agência Brasil, o Brasil foi o país com maior número de golpes na internet, com mais de 150 milhões de vítimas em 2021. Diante disso, é perceptível a deficiência de informação envolta dessas pessoas. Portanto, e intolerável que essa realidade não seja modificada.

Por último, serão necessárias medidas eficientes para aplacar a falta de segurança online e a desinformação da população. É preciso que o Estado ou corporações associadas a ele desenvolvam mecanismos mais minuciosos para a validação do usuário como alguém consciencioso, garantindo a segurança de todos. Paralelamente, é significante também a realização de palestras conscientizadoras, por intermédio de ONGs e campanhas federais, a fim de amenizar essa lacuna social. Espera-se, então, que casos infelizes como a de Marta fiquem apenas no plano artístico.