A prática do catfish e seus perigos
Enviada em 30/04/2022
Na obra “Utopia”, do inglês Thomas More, retrata uma sociedade que não há conflitos e nem mesmo desafios, ou seja, primorosa. Nessa óptica, no cenário hodierno ocorre o oposto do que o autor retrata, visto que, a prática do “catfish” está sendo mais recorrente, ocasionado pela normalização de conversas com desconhecidos na internet e a falha no sistema educacional o que, dessa forma, dificulta a concretização do plano de More.
Nesse contexto, é válido destacar que está sendo muito comum se comunicar com estranhos. Nessa lógica, o filósofo polonês Zygmunt Bauman afirmou que “não são as crises que mudaam o mundo, e sim nossa reação a elas.” À vista disso, diversas pessoas conversam com outras sem se conhecerem e julgam isso como normal por estarem vendo as publicações feitas por elas. Contudo, é necessária a mudança de pensamento, uma vez que isso pode levá-las a se envolverem em perigos físicos ou psicológicos.
Além disso, a falha no sistema educacional é outra causa que deve ser examinada. Isso acontece porque grande paarte das escolas optam por um sistema de ensino conteudista focado em vestibulares, com isso, há carência em atividades extracurriculares com a figura de um profissional do meio digital para conversar sobre os perigos do “catfish” e ensinar meios de identifiar perfis falsos. Evidencia-se, portanto, que essa insuficiência corrobora para a falta de conhecimento dos indivíduos em relação a isso.
Logo, medidas são inevitáveis para amenizar esses desafios. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação proponha aulas explicativas de como detectar perfis falsos e até mesmo de como ajudar as vítimas do “catfish”, isso pode ser feito através das escolas e meios de comunicação, a fim de conter essa prática no Brasil e amenizar suas consequências.