A prática do catfish e seus perigos
Enviada em 25/04/2022
O filme “Love Hard”, da Netflix, conta a história de Josh Lin que, por pressão familiar, decide criar um perfil falso na internet com o intuito de conseguir um amor. Trazendo essa questão para o plano real, percebe-se que a prática do “catfish” vem se tornando frequente pelos mais diversos motivos. Dessa forma, cabe refletir quanto às consequências dessa atividade na vida das pessoas.
Apesar de apresentar motivações cabíveis, como dificuldades sociais e problemas de autoestima, o uso de perfis falsos também deixa em aberto uma forma facilitada de aplicar um golpe e traz efeitos perigosos consigo. Isso acontece porque, ao se esconder atrás da imagem de uma outra pessoa, os golpistas ganham a confiança da vítima e a induzem a praticar certas ações, como envio de dinheiro e fotos íntimas. Tal fato pode ser fundamentado, por exemplo, pelo caso do jogador italiano Roberto Cazanigga, que foi enganado por uma mulher que usava as fotos de uma modelo para conseguir aplicar golpes e chegou a enviar 700 mil euros para ela.
Ademais, além da perda financeira, a prática do catfish pode trazer riscos emocionais para a vítima, como uma desilusão amorosa, visto que essa pode acabar se apaixonando por uma pessoa idealizada pelas mídias sociais e por sua própria mente. A criação de perfis falsos vem, então, se tornando cada vez mais presente na atualidade, como consta dados levantados pela pesquisa da FTC (Federal Trade Commission), na qual houve um crescimento de 12,5 mil denúncias do golpe entre 2015 e 2018.
Destarte, cabe ao Governo Federal - órgão de maior poderio do país -, juntamente ao Ministério da Educação, informar e educar os cidadãos brasileiros quanto a esse tipo de prática, principalmente as crianças. Tal ação deve ser feita por meio de palestras e cartazes, a fim de instruir os mais vulneráveis ao golpe.