A prática do catfish e seus perigos

Enviada em 05/06/2022

No renomado filme “Prenda-me se for capaz” o papel do renomado ator Leonardo DiCaprio consiste em um mentiroso que utiliza de narrativas e falácias para se passar por outra pessoa, conseguindo para si vantagens seja na área financeira ou amorosa. Fora da ficção, o mesmo ocorre na internet com o fenômeno “catfish” em que a pessoa se passa por outra para obter vantagem, isso ocorre devido a falta de informação para as vítimas ou a precariedade de ferramentas de busca.

Diante desse cenário, a escassez de informação quanto aos casos de catfish mostra-se um complexo dificultador ante à resolução da problemática. Isto é, a inocência sobre quem pode estar do outro lado da tela acaba sendo a arma dos praticantes de catfish, por exemplo, em 2009 um escândalo envolvendo um jogo infantil chamado “Habbo” foi exposto pela equipe de jornalismo da R7 em que um pedófilo estava fingindo ser um adolescente e então relacionava-se com menores de idade. Casos como o anterior poderiam ter sido evitados caso as vítimas tivessem ciência quanto ao anonimato gerado pela internet, mostrando-se necessário a divulgação e o alerta quanto ao uso da internet.

Além disso, as ferramentas de busca tornam-se precárias na medida em que aquele quem está procurando se afasta das grandes metrópoles, fazendo com que as pessoas se apeguem na primeira promessa de terem achado aquilo que estão procurando. Aliás, seja em busca de relacionamentos como Tinder ou então em ambientes de negócios como o MercadoLivre, as opções tornam-se escassas no interior, fazendo assim com que algumas pessoas apeguem-se em propostas de usuários farsantes seja oferecendo dinheiro, relacionamento ou então uma mercadoria. Logo, é necessária a melhora as ferramentas de pesquisas como MercadoLivre ou Google Maps em regiões menos urbanizadas.

Por fim, uma intervenção é necessária a fim de reduzir os casos de usuários farsantes na internet, os “catfish”. O Estado - por exemplo, o Ministério da Educação - poderia instruir nas escolas o perigo sobre o anonimato as crianças em pequenas feiras de educação, e incentivar empresas privadas a melhorar suas ferramentas de pesquisas com menores tarifas caso melhorem suas buscas no interior, amenizando assim os casos de catfish.